Jesus e as crianças
As crianças eram levadas até Jesus para que fossem abençoadas por Ele, mas, os discípulos as afastavam.
Então Jesus, vendo o que estava acontecendo, indignou-se e disse-lhes:
“DEIXAI VIR A MIM AS CRIANCINHAS, E NÃO AS IMPEÇAIS, PORQUE DELAS É O REINO DE DEUS.
EM VERDADE, EU VOS DIGO QUE, QUALQUER UM, QUE NÃO RECEBER O REINO DE DEUS COMO CRIANÇA, DE MANEIRA NENHUMA ENTRARÁ NELE”.
E, tomando-as nos seus braços, Jesus as abençoou, pondo as mãos sobre elas.
(Marcos 10:13 a 16)
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Capítulo do livro: A Umbanda de Todos Nós, na Casa do Pai Thomás de Arruda
UMBANDA PARA CRIANÇAS
As crianças precisam de atenção. Esse foi o pensamento que me despertou para o trabalho com elas. Elas são curiosas e sempre se aproximam com perguntas e comentários sobre o que vêem nas giras. Como é de se esperar delas, com autenticidade e simplicidade.
O ritual umbandista desperta e estimula os sentidos. As crianças gostam disso. Há cores por todos os lados. São velas, guias, flores e imagens.
A defumação e o cheiro das velas queimando despertam o olfato, assim como os doces e guaranás estimulam o paladar.
O contato, através dos passes com as entidades, desperta o calor humano, em forma de carinho e aconchego.
As crianças ficam encantadas com a melodia e a letra fácil dos pontos cantados. Desde pequeninas, entoam os pontos com facilidade e prazer.
Elas não podem passar despercebidas na Umbanda, que tem em uma de suas bases uma Linha de Trabalho totalmente dedicada às crianças espirituais, cuja expressão nos remete ao bem e a pureza.
As crianças da Terra precisam da mesma atenção. Têm prioridade de atenção, assim como em outras áreas e situações da vida.
A atenção precisa partir primeiro dos pais e responsáveis. A criança aprende, principalmente, por imitação. Ética e religiosidade são alguns dos valores que precisam ter nos adultos o exemplo.
Os espaços de convivência como a escola, a religião, a vizinhança são determinados exclusivamente pelos adultos. O espaço religioso precisa complementar, enquanto grupo social da criança, os princípios e valores adotados e praticados pelas referências familiares.
Os pais umbandistas precisam cobrar dos dirigentes de suas casas atenção à formação religiosa dos seus filhos. Essa é uma maneira de despertar a comunidade umbandista para a necessidade de se educar as crianças dentro dos princípios da religião e da convivência em grupo.
É preciso também se educar para a diversidade e para a pluralidade, tão presentes em nossa Umbanda, despertando nas crianças, desde cedo, valores como a tolerância, o respeito e a paz.
A Umbanda, contrapondo-se a valores ultrapassados, nos desperta para a valorização das crianças, dos mais velhos, da natureza, da diversidade de culturas, da inclusão, das mães e dos pais como instrutores do espírito, da subjetividade, do equilíbrio material e espiritual, do autoconhecimento, entre outros.
Será que essa riqueza de experiências e de conhecimentos está sendo transmitida às nossas crianças para que lhes possa servir de orientação e de respaldo em sua formação?
Precisamos refletir a respeito e questionar se estamos aproveitando para nós mesmos, primeiramente. Somente assim poderemos ver a importância de mostrarmos esse caminho chamado de Umbanda aos nossos filhos.
Aqueles pais que não reconhecem na Umbanda as possibilidades de formação e de desenvolvimento dos seus filhos, levando-os nos trabalhos, mas negando-lhes informação e esclarecimento, quando não os privam de serem batizados em sua religião, muitas vezes por vergonha ou ignorância, precisam repensar o que estão fazendo com e na Umbanda.
A Umbanda precisa de crianças instruídas em seus valores, mas pra isso, precisa primeiro de pais, biológicos e espirituais, esclarecidos e cientes dessa grande oportunidade, totalmente em consonância com os novos caminhos da humanidade.
Seu Zé ressaltou também que é importante cuidar da formação das crianças para que cheguem aos Terreiros mais preparadas para desenvolver a mediunidade.
Se observarmos, a manifestação mediúnica está presente em muitos grupos familiares. São avós, tios, mães, pais e filhos com mediunidade. Por isso é tão importante orientar e preparar as crianças, com naturalidade, para que não sofram desnecessariamente.
Muitas crianças que frequentam o Terreiro e não são filhos de médiuns também apresentam, precocemente, sinais de mediunidade. Elas demonstram determinação em relação à missão que trazem consigo.
Promovi o primeiro encontro de crianças sem muita expectativa, impulsionada pela necessidade de dar o primeiro passo. Demorei um ano e meio para fazer o segundo encontro, mas sempre o Seu Zé me lembrava, de tempos em tempos, do meu compromisso com elas.
O segundo encontro de crianças finalmente aconteceu, fortalecendo a vontade de que outros aconteçam e que não parem mais.
Senti-me muito encorajada e entusiasmada em dar continuidade ao trabalho com as crianças, pois percebi que elas se mostram mais interessadas em aprender que muitos médiuns.
É importante também preparar outras pessoas para que a atenção às crianças seja permanente. Para tal é imprescindível que não dependa apenas de uma única pessoa.
Foi este o pensamento que me fez escolher uma companheira de trabalho, com tanta vontade quanto a minha para dar atenção às crianças.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
O sentido religioso para as crianças
Conversamos, primeiramente, sobre o propósito de nossos encontros, que é a Umbanda.
Situamos a Umbanda enquanto religião brasileira e caminho espiritual para nos aproximarmos de Deus-Olorum.
Ressaltamos a importância da religião, principalmente quando estamos passando por situações difíceis em nossas vidas.
Concluímos que as crianças também passam por dificuldades, têm medos e inseguranças, portanto, é importante aprenderem, desde cedo, a buscar Deus, para se sentirem reconfortadas e amparadas.
Cada criança e adulto presentes, falaram dos seus medos e dificuldades. Foi um momento especial e ao mesmo tempo surpreendente, pois os medos mais comuns das crianças são relacionados a violência urbana e, como é comum, o medo da perda dos pais.
Conversamos sobre as diversas formas de nos dirigirmos à Deus-Olorum:
-conversar com o coração, falando diretamente dos sentimentos e necessidades;
-conversar através das orações;
-o uso de velas;
-conversar através das entidades espirituais;
-firmeza para o anjo da guarda.
As crianças gostam muito do colorido das velas, mas as velas mais usadas quando se trata de criança são:
-a vela rosa, que é a vela da Ibejada ou Cosme e Damião;
-a vela branca, que é a vela do anjo da guarda.
Têm dois irmãos no grupo que, frequentemente, pedem velas, aleatoriamente, encantados pela diversidade das cores. Entretanto, concluímos que, em termos de vibração, a vela mais adequada para as crianças acenderem são a rosa e a branca.
Todos receberam uma folha com as orações para levarem para casa, contendo o Pai-Nosso, a Ave-Maria e a oração do Anjo da Guarda. Combinamos que rezaremos essas três orações, ao iniciarmos nossos encontros.
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